Essa é a sua vida... ingrata
23.8.09/// 11:32 AM
Maturidade e experiência. Os pré-requisitos que lhe faltam ao deleite do amor. Das relações, envolveu-se nas mais intrincadas; Dos parceiros, engraçou-se com verdadeiros charlatões que o ludibriaram com infindáveis promessas de felicidade. Chegou ao ponto de chorar pelos cantos e perder a confiança nas pessoas.
E num dia de festanças, Ele conheceu um rapaz. Um alguém que não podia ser equiparado às pessoas que já se relacionara anteriormente. Era honesto e divertido, mas não dos mais inteligentes. A princípio, esse lapso de cultura nunca fez uma grande diferença, talvez fosse apenas questão de conhecê-lo melhor. E então a intimidade foi crescendo de maneira assustadoramente rápida, a ponto de deixar a dignidade de lado e avançar o sinal vermelho. Com o passar dos meses, a magia e o encantamento de uma relação germinada tão velozmente já não eram mais os mesmos e a integridade do rapaz mostrou-se demais dúbia. Foi notando que, na verdade, toda aquela simpatia e cordialidade eram meras fantasias ao verdadeiro espírito, tão perspicaz, egoísta e pobre, que habitava aquele homem. No final das contas, era tão humano e errado como todos os outros que já lhe haviam feito cortesia. E assim, todo aquele carinho e consideração que foram surgindo ao longo do tempo desvaneceram-se numa fração de segundo.
Nem preciso comentar que Ele desabou logo em seguida. Apanhou o telefone e apertou o
redial - era o meu número que estava registrado ali. Falamos por horas e horas sobre como as pessoas são maldosas e interesseiras. Perguntei como seria a pessoa ideal do seu ponto de vista e, depois de breves segundos de absoluto silêncio, respondeu:
― Não procuro alguém que morra de amores por mim
― disse-me com a voz bastante trêmula
― apenas alguém que dê o melhor de si para me fazer a pessoa mais feliz do mundo.